A pedagogia política do primeiro liberalismo em Espanha

The political pedagogy of the first wave of Spanish Liber

María Luisa Sánchez-Mejía
Facultad de CC. Políticas y Sociología – Universidad Complutense de Madrid

A proclamação da Constituição de Cádiz, em janeiro de 1820, provocou na Espanha a necessidade de textos de referência para perceber e analisar os princípios e instituições do sistema liberal. Duas tendências diferentes e opostas, deram a resposta. Por um lado, os partidários da Constituição de 1812, como Alcalá Galiano e Marcial Antonio López, divulgaram entusiásticamente as idéias e a obra do francês Benjamin Constant, bem que adaptada à situação espanhola. Por outro lado, autores “afrancesados”, explicaram nos seus jornáis os conceitos básicos da nova doutrina, colocando-a, além disso, no marco do desenvolvimento histórico e da teoria do progresso, o que supunha uma clara rutura com a tradição historicista dos autores da Constituição.


The sudden proclamation in Spain of the Cadiz Constitution, in January of 1820, evinced the need for textual references which might help to interpret and understand the principles and institutions of liberal rule. Two different and conflicting tendencies arose in response to this need. On the one hand, the partisans of the 1812 Constitution—men like Alcalá Galiano and Marcial Antonio López—promoted enthusiastically the ideas and the writings of the Frenchman Benjamin Constant, while trying to adapt them to the conditions in Spain. On the other hand, the afrancesados explained in their journals the basic concepts of the new doctrine as the result of a historical development based on the idea of progress, clearly breaking away from the creators of the Constitution and their historicist tradition.