As declarações de independência na América do Norte 1821

Alfredo Avila
Universidad Nacional Autónoma de México

Em 1820, a Constituição de Cádiz foi restaurada. Na América, havia enormes regiões independentes. A guerra foi entre diferentes estados soberanos contra a monarquia espanhola. No entanto, a região mais populosa dos domínios espanhóis na América foi, em termos gerais, pacificada. A Nova Espanha e a América Central, com quase sete milhões de habitantes, receberam a Constituição de Cádiz no verão de 1820. A liberdade de imprensa foi restaurada. Foram criadas delegações provinciais e conselhos constitucionais. No verão de 1821, essas regiões declararam sua independência. Portanto, geralmente se considera que a independência foi reacionária e conservadora. Os argumentos a favor da independência foram muito diversos. O liberalismo e o constitucionalismo permitiram que entre 1820 e 1821 houvesse um debate público sobre autogoverno, soberania e território. Os argumentos contra- ilustrados, liberais e constitucionais e autonomistas concordaram com os princípios básicos do direito natural. Esses argumentos foram usados ​​para justificar a independência do México, mas eram comuns a outras regiões da região atlântica. De fato, numerosas publicações foram declarações de independência, inseridas na tradição iniciada em 1776, mas também nas que estavam na América Latina desde 1810. Neste artigo, analiso a Declaração de Independência de setembro de 1821 como parte dessas tradições intelectuais.


In 1820, the Constitution of Cádiz was restored. In America, there were huge independent regions. The war was between different sovereign states against the Spanish monarchy. However, the most populated region of the Spanish domains in America was, in general terms, pacified. New Spain and Central America, with almost seven million inhabitants, received the Constitution of Cádiz in the summer of 1820. Freedom of the press was restored. Provincial deputations and constitutional councils were established. In the summer of 1821, those regions declared their independence. Therefore, it is usually considered that independence was reactionary and conservative. The arguments in favor of independence were very diverse. Liberalism and constitutionalism allowed that between 1820 and 1821 there was a public debate about self-government, sovereignty and territory. The counter-illustrated, the liberal and constitutional, and the autonomist arguments agreed on basic principles of natural law. These arguments were used to justify the independence of the Mexican Empire, but were common to other regions of the Atlantic area. Numerous publications were, in fact, declarations of independence, which were inserted in the tradition begun in 1776, but also in those that had been in Latin America since 1810. In this paper I analyze the Declaration of Independence of September 1821 as part of those intellectual traditions.