Indivíduos, Grupos e Movimentos sociais

Coordenação:
Jorge Fernandes Alves

jorge.f.alves@gmail.com

Universidade do Porto, Faculdade de Letras
José Viriato Capela

jcapela@ics.uminho.pt

Universidade do Minho, Departamento de História

 

A afirmação da individualidade é uma componente essencial da vaga histórica que nos trouxe o regime liberal, de que um dos contributos mais salientes terá sido, precisamente, a garantia constitucional das liberdades, direitos e garantias individuais. No quadro histórico do vintismo, como poderemos questionar os contributos que, a nível individual, protagonizaram algumas personalidades, convergentes ou divergentes com o rumo da transformação social, abrindo caminhos à revolução ou vogando apenas nos caminhos do tradicionalismo e da contrarrevolução? Em que sentido podemos falar da sua articulação com grupos organizados? Qual o espaço de afirmação de interesses sociais específicos, designadamente em matérias de defesa da participação das mulheres na vida cívica? Como se configuram os nexos de eventuais movimentos sociais no processo mais vasto da implantação do liberalismo?

Neste arco de interrogações, que se divisam entre o período das Luzes e a conjuntura da Revolução Liberal, se inscreve o apelo a comunicações que problematizem os posicionamentos, por exemplo, de ilustrados e reformistas aos revolucionários, das elites dominantes às elites emergentes, dos grupos socioprofissionais, políticos ou culturais, ou ainda as que discutam os sentidos mais amplos dos movimentos sociais no vislumbrar de novos horizontes culturais, políticos e constitucionais.